Risco de aborto aumenta de acordo com o Indice de Massa Corporea após tratamento de Reprodução Assistida

Recente estudo publicado mostra que em pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) aumentada, ocorreu maior taxa de abortamento após tratamentos de Fertilização in vitro (FIV). Para fazer o cálculo do IMC basta dividir seu peso em quilogramas pela altura ao quadrado (em metros). O número que será gerado deve ser comparado aos valores da tabela IMC para se saber se você está abaixo, em seu peso ideal ou acima do peso.

Abaixo de 18,5 Você está abaixo do peso ideal
Entre 18,5 e 24,9 Parabéns — você está em seu peso normal!
Entre 25,0 e 29,9 Você está acima de seu peso (sobrepeso)
Entre 30,0 e 34,9 Obesidade grau I
Entre 35,0 e 39,9 Obesidade grau II
40,0 e acima Obesidade grau III

Neste trabalho paciente que foram submetidos a Fertilização in vitro e com IMC > 25 tiveram maior taxa de aborto em relação as pacientes com peso normal (de acordo com a tabela acima). A relação exata com a obesidade ainda não está totalmente esclarecida, foi proposto que poderia ser na qualidade dos óvulos e embriões pela maior ação dos hormônios durante a indução da ovulação, mas também com a receptividade endometrial.
De qualquer maneira, uma boa dica antes de fazer um tratamento de FIV é tentar adequar seu peso para evitar estas complicações.
Veja o artigo na integra através do link abaixo.

Influence of BMI on risk of miscarriage after single blastocyst transfer

Suporte de Fase Lutea pós Tratamento de Reprodução Assistida

Muitas são as questões em relação as medicações que devem ser usadas após o tratamento de Reprodução Assistida como: Inseminação Artificial (IA) ou Fertilização in vitro (FIV).
Sempre que ocorre um tratamento para engravidar onde são utilizados hormônios de indução de ovulação, existe o dilema se o ovário é capaz de dar o suporte lúteo (ou seja manter os níveis de progesterona) adequados, o que, de fato, é importante para segurar o início da gravidez.
Um estudo publicado este ano faz uma relação da importância do uso destas medicações, principalmente após ciclos de FIV.
Saiba mais lendo o artigo ou esclarecendo suas dúvidas através do blog

Hum. Reprod.-2011-Kyrou-1020-4

Mito ou Verdade?

É verdade que pessoas portadoras de infecções virais crônicas como Hepatite não podem utilizar as clínicas de Reprodução Assistida?

Mito: Portadores do vírus da Hepatite, principalmente B e C, devem descobrir qual seu estado imunológico em relação a doença. Em outras palavras, precisam saber se a doença ainda tem risco de transmitir ou não.
Quando o indivíduo é considerado pelo infectologista como curado, ele não só não transmite a doença como terá mais segurança em relação aos riscos que a Hepatite nas formas crônica ou agudizada podem causar em relação ao seu fígado.
Já em relação ao Laboratório de Reprodução Assistida, é sabido que qualquer vírus pode causar um estrago dentro de suas dependências, como nas estufas ou nos containeres de nitrogênio líquido, portanto é de inteira responsabilidade do laboratório verificar o estado imunológico dos clientes e salvaguardar a segurança em relação a contaminação.
Para portadores do vírus da hepatite, não se desesperem, pois existem centros especializados com laboratórios próprios para atendê-los, qualquer dúvida podem me perguntar.

Visão Humana da Reprodução Assistida

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O desejo de ter filhos não deve ser encarado como um problema após alguns meses de tentativas. Normalmente ao chegar ao ginecologista de rotina a primeira consulta sobre o assunto não é tão abrangente como o casal esperava. As frases como: “calma você vai engravidar”, “espere mais um pouco….” são normalmente ouvidas e dificilmente aceitas.

Quando são encaminhados ao especialista a situação muda de figura e logo você tem que sair dali com um tratamento. Parece que existe uma obrigação do médico em dar uma solução rápida e uma expectativa do casal em achar que este é o melhor caminho para chegar a uma gravidez.

Existem casos em que realmente as atitudes para o tratamento são urgentes, pois muitos casais optam pela gestação próximo aos quarenta anos e/ou alguns fatores graves que levam a infertilidade são diagnosticados e assim a Reprodução Assistida é uma indicação absoluta. Mesmo quando existe uma indicação de Fertilização in vitro os médicos devem respeitar a angustia do casal e coordenar para que tudo ocorra com naturalidade.